sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

A MENINA DAS FLORES








Lourinaldo Teles Bezerra



O dia 12 de março de 2010, uma sexta-feira ensolarada e muito quente, abriu suas portas para uma jovem mocinha de Petrolina, Pernambuco.
Em cada mão um cestinho de flores, a menina de tranças e chinelinho nos pés esperava o ônibus que a levaria à Praça da Matriz, no centro da Cidade. Com dezesseis anos, quase completando dezessete, ela era uma menina muito bonita e risonha. Ela vai vender suas violetas, margaridas, botões de rosa e crisântemos aos possíveis clientes da praça da matriz.
Lenço na cabecinha jovem e formosa, Alice encantava a todos quantos a vissem com seu jeitinho meigo e educado de falar com as pessoas.
Praça Dom Malan e Catedral de Petrolina
Altar mor da catedral de Petrolina
Catedral de Petrolina vista por trás.




Passava das 16:00 h, estava quase na hora de regressar à sua casa no bairro de Dom Avelar, zona norte da Cidade.
Ela estava absorta vendendo algumas flores, quando apareceu-lhe repentinamente aquele rapagão forte e elegante saindo de seu vistoso carro. Ela ficou paradinha, sem voz, apreciando aquele homem que, possivelmente, fosse o mais belo que havia visto em sua breve vida. A senhora que escolhia as flores a tocou no ombro e acordou-a de seu sonho repentino. Ela se desculpou e a senhora riu desculpando-a. Disse-lhe, a gentil senhora, que já lhe acontecera o mesmo muitas vezes quando tinha a sua idade. Rindo gentilmente, pagou pelas flores e se afastou.

Ele não a viu de imediato, foi ter com seus amigos que o esperavam há já uns 30 minutos. Ele estava atrasado. Era normal ele se reunir com sua turma de amigos num bar muito agradável perto da Praça Dom Malan, onde fica a linda catedral católica de Petrolina. Alegre, sorridente e muito brincalhão, Alexandre estava feliz naquela tarde. Havia passado no vestibular de direito na Faculdade de Direito do Parque 13 de Maio, em Recife. Estava ali exatamente para comemorar aquele feito.

Alice, entretida com seus clientes, não o viu entrar no bar e o ficou procurando sem saber onde o seu príncipe estava. Só lhe restavam dois pequenos maços de violetas para encerrar as vendas daquele dia. Pela manhã ela havia vendido tudo em poucas horas. Deu uma voltinha na praça sempre oferecendo suas lindas e frescas flores a quem quisesse comprar.

De repente, saíram do bar em alvoroço os rapazes que faziam companhia a Alexandre, o vestibulando de direito. Carregavam-no nos braços com um corte feio no pescoço, fruto de um golpe recebido de um desafeto. O sangue escorria como água de uma fonte, enquanto seus amigos o socorriam em seu próprio carro. Alice, petrificada, não sabia o que fazer para ajudar, mas era inútil, ela nada poderia fazer a não ser rezar por ele. Ficou tão aflita que não conseguia dar um passo à frente. Precisou tomar um copo de água oferecido por um amigo seu que tem uma barraquinha de cachorros quentes no local. Saiu apressada e foi à catedral orar pela saúde daquele rapaz tão lindo que ela mal vira e que saiu carregado nos braços de seus amigos todo ensanguentado.

Em casa, sem vontade de jantar, ela rezava o tempo todo deixando seus pais preocupados, sem entenderem o que estava havendo com ela. O rádio da sala estava ligado na rádio local e o jornal das 20:00h deu o acontecido com o jovem Alexandre.

A desavença que causou o ferimento em Alexandre, foi por motivo de uma discussão tola envolvendo um abalroamento entre os carros da vítima e do agressor. Na hora da batida dos dois automóveis foi feito um acordo entre as partes e tudo se resolveu. Esse fato ocorrera alguns meses atrás, tendo o rapaz ido tomar satisfações com Alexandre, no momento em que este comemorava alegremente com seus amigos. O tal jovem, já tomado pelo efeito do álcool de algumas cervejas, investiu de dedo em riste para o jovem estudante, que não gostando do gesto deu um safanão na mão do desafeto. Este, ato contínuo, quebrou uma garrafa e com o gargalo na mão desferiu um golpe no pescoço de Alexandre, quase o matando. Chamada, a polícia prendeu o agressor, que foi impedido de evadir-se por outras pessoas que a tudo assistiram no recinto.

Alice correu e ficou ao pé do radinho ouvindo tudo sobre seu príncipe. Soube onde ele estava internado em estado preocupante, mas sem gravidade. Não perdeu tempo, trocou de roupa e correu para o Hospital Geral e Urgência, na esperança de vê-lo. Mas, já passava das 22:00 h e visitas já não eram permitidas, ainda mais para uma estranha à família do rapaz.
Hospital Geral e Urgência de Petrolina


Alexandre era membro de uma das mais tradicionais famílias de Petrolina, alto sertão de Pernambuco. Seu pai era um forte e rico comerciante de cereais na cidade sertaneja. Dono de muitos bens, o Sr. Juliano Alcântara de Albuquerque, providenciou que seu filho fosse transferido para a capital pernambucana, assim que o jovem melhorou e teve permissão dos médicos para a remoção. Seu pai havia contratado os serviços de uma excelente clínica particular em Recife.

Alice ficou sabendo da transferência do seu príncipe por intermédio de uma enfermeira sua prima que trabalha no hospital. Ficou pesarosa com a distância que ele estaria dela, mas conformou-se já que era para seu bem.

Pela manhã do terceiro dia, como sempre fazia, a menina vendedora de flores saiu de casa logo cedo, umas 7:00 h. Por volta das 11:30 h já tinha vendido todas as flores que levara. Sua impaciência por saber da saúde de Alexandre, levou-a até o hospital, onde trabalhava sua prima. Procurou-a, mas sem sucesso, ela estava de folga, havia tirado plantão no dia anterior. Incontida, ela foi até sua casa nos arredores da cidade. Depois de conversar demoradamente com Cecília, sua prima, foi-se embora para casa mais tranquila. Ele não corria perigo de vida, estava se recuperando muito bem.

Passaram-se duas semanas sem que ela tivesse qualquer notícia do rapaz. Até que, no meio da tarde de uma terça-feira, em frente ao cartório de notas da cidade, ela viu o rapaz que carregou Alexandre nos braços. Foi até ele e perguntou como estava a saúde dele. O rapaz ficou espantado, pois não a conhecia e perguntou-lhe qual seu interesse por ele. Ela, educadamente, disse-lhe que estava na hora em que tudo acontecera e ficara muito preocupada com ele. Diante das explicações daquela mocinha tão delicada, o rapaz deu-lhe todas as informações de que ela precisava para acalmar-se. Ele estava bem, recuperando-se na fazenda de seus pais, cerca de 120 quilômetros ao norte dali.

De volta à sua casa, Alice procurou se acalmar e logo foi se deitar, havia jantado muito pouco. Não tinha fome, aliás, emagrecera uns três quilos desde que seu príncipe havia sofrido o atentado. Precisava repousar.

Dois dias após, ela estava um pouco febril e não pôde ir à praça vender suas lindas flores. Seu pai resolveu levá-la até o pronto socorro para que um médico a examinasse. Em lá chegando, ela arregalou seus dois olhinhos cor de mel e quase desmaia. Alexandre acabara de entrar no consultório para uma consulta rotineira e revisão médica. Por incrível que pudesse parecer, a menina ficou boa da febre de imediato. Seu pai não entendeu coisa nenhuma. Ela ficara boa de um momento para outro... Que milagre teria acontecido? Só depois ele entenderia. O amor faz milagres. Bastou ela vê-lo para que tudo voltasse ao normal.

Alexandre estava bem, o corte no pescoço não atingira vasos importantes como a jugular ou a carótida, foi pouco profundo e ele logo ficou curado. Mas, perdera muito sangue e precisou de uma transfusão de emergência.

Ela estava muito esperançosa de o conhecer, falar com ele. Mas, naquele ambiente e diante das circunstâncias era meio impróprio, teria que ser noutro lugar... Na praça, talvez, pensou ela. Mesmo assim ela o esperou sair do consultório do médico plantonista. Ela sentara-se bem próximo à porta do consultório 1 e ali esperou. Depois de uns 15 a 20 minutos, o rapaz saiu e ela se iluminou, ficou muito nervosa a ponto de deixar cair seu celular aos pés dele. Tentou pegá-lo antes que chegasse ao solo, mas foi inútil e embaraçoso demais. Ela terminou por se chocar com as pernas de Alexandre, que teve um susto, e a segurou pelo braço evitando sua queda ao chão. Inesperadamente os dois se encontraram num momento nunca esperado ou planejado por ela. Mas, o fato é que houve um contato entre ambos que os motivou a trocarem algumas palavras, senão românticas, mas que ajudaram muito. Ele perguntou-lhe se estava tudo bem com ela, ao que a menina toda embaraçada gaguejou e disse que sim, estava tudo bem. Ele, encantado com a beleza de Alice, perguntou seu nome. De pé, seu pai, meio desconsertado, aguardava o fim do diálogo breve dos dois. Os dois jovens trocaram informações e se despediram, não sem antes adicionarem-se no celular de cada um. Aquilo, para Alice, foi como ganhar um prêmio na loteria.

Mal chegaram em casa e o celular da menina tocou. A voz do outro lado da ligação foi logo reconhecida por Alice, era seu príncipe. Ele queria saber se ela estava bem. Ficaram falando através do celular por uns 30 minutos, mais ou menos, o suficiente para que Alice ficasse tão eufórica que não quis jantar. Isso deixou os pais dela boquiabertos. Não entendiam o que estava acontecendo com sua filha querida. Apesar de apreensivos não perguntaram nada acerca.

Alice continuou com sua rotina de vendedora de flores. Um dia na semana ela tirava para cuidar de seu jardim, fonte de sua renda. Adubava, revolvia a terra, cortava os galhinhos mortos das plantas, limpava o solo e aspergia fungicida para matar pulgões e outras pragas. Ela sabia como cuidar de suas flores. Fizera um curso de floricultura por correspondência e aplicara seus conhecimentos no quintal de sua casa.

Estava no final do dia quando um automóvel muito bonito parou em frente à sua casa. Alexandre desceu do carro e atravessando o jardim fronteiriço à residência de Alice, tocou a campainha. Dona Estela, mãe da menina o atendeu gentilmente. Ele disse que viera visitar Alice, que havia conhecido no hospital há cerca de uma semana. A senhora pediu-lhe que entrasse que ia chamar sua filha. A mocinha ficou sem saber o que fazer. Estava toda suja de terra e desarrumada... Pediu à sua mãe para fazer sala à sua visita enquanto daria um trato de emergência em si própria. Depois de uns vinte minutos ela apareceu de roupa trocada na sala onde Alexandre e seus pais conversavam alegremente. Assim que ela apareceu toda formosa, os pais dela pediram licença e se retiraram deixando os dois a conversar.

Ele disse-lhe que ficara preocupado com ela, que gostou muito de seu jeitinho meigo, etc. Alice não sabia o que dizer diante de tanta felicidade. Conversaram durante umas duas horas e depois o rapaz se despediu e foi embora.

Quando Alexandre chegou ao seu lar, depois da visita que fizera à casa dos Pacheco Bezerra, relatou a seus pais o que estava ocorrendo em sua vida. Contou-lhes que uma mocinha simples, mas muito educada e de bom nível cultural, o havia comovido com sua preocupação em relação ao ocorrido no bar. Contou-lhes que o José Carlos Madeira, seu colega de turma no colégio, havia lhe comunicado que uma mocinha muito bonita e pequena, ainda muito jovem, que vendia flores na praça da matriz, havia perguntado por ele, dois dias após seu acidente. Alexandre ficou muito curioso para saber quem era a mocinha e foi investigar a respeito. Depois de perguntar na redondeza onde ela atuava, concluiu que valeria a pena conhecê-la e foi o que fizera, depois do encontro fortuito no hospital. Seus pais confiavam muito no único filho que tinham e não se opuseram.

Desde aquele instante em que Alexandre a visitou em sua casa, a vida da pequena vendedora de flores mudou. Ela ia à praça com suas flores, mas seus trajes eram muito mais caprichados. Alexandre estava sempre à sua espera. Aguardava pacientemente enquanto sua princesinha vendia suas flores, para só depois juntar-se à ela. Ficavam um bom tempo na sorveteria saboreando delícias ali produzidas e depois ele a levava à sua casa. Estavam namorando, por fim. A vida dos dois mudou completamente, Alexandre estava ausente nas reuniões de seus amigos e isso fez com que alguns reclamassem dele. Mas, o jovem sabia o que queria da vida e não dava importância.

As duas famílias se conheceram num almoço oferecido pelos pais de Alexandre, na bela mansão onde residiam nos arredores de Petrolina. Foi um dia magnífico onde todos festejaram e ficaram felizes. Dali em diante era só administrar a vida dos dois e tudo sairia como queriam.
Fachada leste da Faculdade de Direito de Recife ( A primeira faculdade de direito do Brasil, junto com a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo)*

Vista aérea da Faculdade de Direito de Recife

Vista oeste da Faculdade de Direito de Recife


Passados cinco anos depois do primeiro encontro da dupla de enamorados, a formatura de Alexandre se aproximava. Concomitantemente com a formatura do jovem futuro advogado, o noivado dos dois pombinhos acontecia também. Eles marcaram seu casório para alguns meses após a colação de grau e o exame da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB.

Tudo se realizou como eles dois queriam e planejaram.

E o amor triunfou mais uma vez.

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* No dia 11 de agosto de 1827, por ordem do Imperador do Brasil, Dom Pedro I, foram criadas as primeiras Faculdades de Direito do Brasil, uma em São Paulo e outra em Olinda, Pernambuco. A de Olinda funcionou naquela cidade por 26 anos e foi tranferida para a cidade do Recife.

(http://www.cartaforense.com.br/conteudo/artigos/a-origem-das-faculdades-de-direito-no-brasil/4485)

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

PÁTRIA AMADA, BRASIL!









Em torno de uma mesa enfeitada e totalmente cheia de comidas e bebidas da melhor qualidade, celebramos a ceia de Natal todos os anos.
Nos alegramos, confraternizamo-nos com nossos familiares e amigos fazendo com que a nossa noite de Natal seja a mais bela e deliciosa possível.
É assim que fazem as famílias cristãs no mundo todo celebrando o nascimento do Christo.
Crianças cantam em coros, adultos também o fazem e tudo é alegria e comemoração, mas fica um vazio quando nos lembramos dos que não tem o que celebrar e até o que comer nesse dia tão significativo para tantos milhões de pessoas.
Também existem aquelas pessoas que sofrem de doenças incuráveis que poderiam estar sendo tratadas para que seu Natal fosse suportável, mas infelizmente isso não acontece.
E não aocntece porque os senhores do governo federal, estaduais e municipais roubaram os recursos que deveriam ser empregados para a compra dos medicamentos para essas pessoas.
Outros brasileiros sofrem ainda mais do que esses. São os que estão necessitando de cirurgias urgentes e estão esperando até dez (10) anos para que sejam autorizadas essas cirurgias.
Mas, até a sogra dos políticos brasileiros tem direito a um artendimento médico hospitalar de qualidade no Hospital Sírio Libanês de São Paulo a qualquer hora e com transporte por aviões da FAB.
Um trabalhador no Brasil recebe de aposentadoria apenas um salário mínimo de R$ 937,00; um marginal preso em penitenciárias de todo o País, recebe de auxílio por prisão R$ 1.300,00. Essa é a prática social dos esquerdopatas brasileiros que cantam em prosa e versos que no Brasil existe democracia.
Enquanto esse quadro dantesco acontece, Lula e seus bandidos celebrarão com caviar e champagne da melhor safra com os recursos roubados dos miseráveis que choram em vez de celebrar.
Meu Natal não tem graça há muito tempo, desde que vi um bandido de 9 dedos chegar ao poder e começar a abrir as portas de todos os cofres da Nação, para que os seus asseclas pudessem roubar tudo o que quisessem e assim foi feito.
Não há um só setor da administração pública brasileira nos três níveis da administração pública no Brasil e nos três Poderes, onde não existam quadrilhas organizadas para saquear tudo.
Temos ministros de estado sendo investigados, parlamentares às centenas sendo investigados, descobertos os seus crimes, mas não são presos.
Milhares de bandidos nos três Poderes saqueando a Nação sem que ninguém faça nada.
E, para completar o quadro dantesco aqui pintado, temos um ministro chave de cadeia do Supremo Tribunal Federal, que se arvorou na autoridade máxima da República dos ratos, para soltar todos os meliantes que tanto mal fizeram e ainda fazem ao Brasil.
Enquanto temos juízes como Sergio Moro e Marcelo Bretas trabalhando sério, canalhas no nível superior da Justiça mandam soltar os meliantes presos por esses dois juízes, desmoralizando os atos de justiça praticados por esses dois baluartes.
E assim o Brasil vai se desmanchando em desordens e crimes pesados sem que ninguém tome nenhuma providência.
Infelizmente, para mim não haverá Natal esse ano.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O MONSTRO ESTREBUCHA ANTES DE MORRER




 
Sindicalistas no Estádio do Pacaembu, na era Vargas

"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual das riquezas; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."

Sir Winston Churchill"


Lourinaldo Telles Bezerra



Nascido no Brasil no fim do século XIX, com a chegada dos imigrantes italianos, foi no Estado Novo, na década de 30, que o sindicalismo tornou-se presente na vida dos brasileiros. A partir daí foi crescendo e se tornando um monstro devorador de salários e verbas públicas, como poderemos ver a seguir. Ao mesmo tempo em que crescia nacionalmente, os sindicatos foram-se transformando em potenciais centrais políticas a serviço da ideologia marxista e de partidos pertencentes a essa tendência.

O site “Politze” nos fornece as informações abaixo sobre o surgimento do sindicalismo no mundo e no Brasil.

NOTA IMPORTANTE: As opiniões abaixo expostas pelo site POLITZE, não são necessariamente as minhas próprias. Utilizei o texto desse site apenas como informativo.

A ORIGEM DO SINDICALISMO

www.politize.com.br/



O surgimento do sindicalismo está ligado ao contexto da industrialização e consolidação do capitalismo na Europa a partir do século XVIII, quando ocorreu a Revolução Industrial. A época foi marcada pelas péssimas condições de vida e trabalho às quais estava submetida boa parte da população europeia.

As relações sociais nessa época atingiram uma enorme polarização, com a sociedade dividida em duas grandes classes: a burguesia e o proletariado. É nesse momento que fica evidente o antagonismo de interesses entre elas.

Com o tempo, trabalhadores passaram a se organizar como meio de confrontar empregadores e questionar a situação da época. Os primeiros indícios de união entre trabalhadores aparecem com a quebra de máquinas fabris como forma de resistência, movimento conhecido como ludismo. A motivação era a visão dos trabalhadores de que estariam sendo substituídos pela maquinaria nas indústrias.

Mais tarde, o Parlamento Inglês aprovou em 1824 uma lei estendendo a livre associação aos operários, algo que antes era permitido somente às classes sociais dominantes. Com isso, começam a ser criadas as trade unions, organizações sindicais equivalentes aos atuais sindicatos.

As trade unions passam então a negociar em nome do conjunto de trabalhadores, unificando a luta na busca por maiores direitos e salários. A ideia era evitar que os empregadores pudessem exercer pressão sobre trabalhadores individualmente.

Outras medidas das trade unions foram a fixação de salário para toda a categoria, inclusive regulamentando-o em função do lucro (assim, o aumento da produtividade industrial resultava também em aumento no salário dos trabalhadores), criação de fundos de ajuda para trabalhadores em momentos de dificuldades, além da reunião das categorias de uma região em uma só federação.





No ano de 1830, os operários ingleses formam a Associação Nacional para a Proteção do Trabalho, que se constitui como uma central de todos os sindicatos.


COMO SURGIRAM OS SINDICATOS NO BRASIL?



A história de formação dos sindicatos no Brasil é influenciada pela migração de trabalhadores vindos da Europa para trabalhar no país. No final do século XIX, a economia brasileira sofre uma grande transformação, marcada pela abolição da escravatura e a Proclamação da República.

Neste momento, a economia brasileira deixa de se concentrar na produção de café e cede espaço para as atividades manufatureiras, surgidas nos centros urbanos e no litoral brasileiro. A abolição da escravidão, substituída pelo trabalho assalariado, atrai um grande número de imigrantes vindos da Europa, que ao chegar se depararam com uma sociedade que oferecia pouquíssimos direitos aos trabalhadores, ainda marcada pelo sistema escravocrata.

Estes novos trabalhadores possuíam experiência de trabalho assalariado e relativos direitos trabalhistas já conquistados em seu antigo país. Assim, rapidamente essas pessoas começaram a formar organizações.

As primeiras formas de organização foram as sociedades de auxílio-mútuo e de socorro, que objetivavam auxiliar materialmente os operários em períodos mais difíceis. Em seguida, são criadas as Uniões Operárias, que com o advento da indústria passam a se organizar de acordo com seus diferentes ramos de atividade. Surgia assim o movimento sindical no Brasil.


O SINDICALISMO NA ERA VARGAS





Por certo tempo, o sindicalismo no Brasil era ditado por iniciativas dos trabalhadores ou de grupos com perfil político-ideológico mais definido, como os partidos políticos. De forma geral, essas iniciativas eram tomadas pelos trabalhadores em sua heterogeneidade, concebido por uma inspiração autônoma. Essa dinâmica muda com a ascensão de Getúlio Vargas ao poder em 1930, quando o presidente passa a submeter os sindicatos ao controle do Estado.

É com esse intuito que Vargas cria o Ministério do Trabalho em 1930, em conjunto com uma série de normas, como o decreto 19.770 de 1931, que estabelecia:

· o controle financeiro do Ministério do Trabalho sobre os recursos dos sindicatos, inclusive proibindo a utilização destes recursos em períodos de greve;

· a participação do Ministério nas assembleias sindicais;

· que atividades políticas e ideológicas não poderiam existir por parte dos sindicatos;

· veto à filiação de trabalhadores a organizações sindicais internacionais;

· proibição da sindicalização dos funcionários públicos;

· definição do sindicato como órgão de colaboração e cooperação com o Estado;

· participação limitada dos operários estrangeiros nos sindicatos. Este era um ponto bastante problemático, já que boa parte das lideranças sindicais ainda era de origem estrangeira;

· garantia de sindicato único por categoria, a chamada unicidade sindical.

Mas não foi só isso. Em seu governo, Getúlio Vargas foi responsável por uma série de outras medidas relacionadas à vida dos trabalhadores. Vamos lembrar que foi no regime varguista a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e dos institutos de Previdência Social.

Ainda assim, o período do getulismo foi marcado por intensas greves de trabalhadores e pela crescente luta sindical. Nos anos 40, o movimento volta a ganhar forças, mesmo em meio a restritivas leis impostas por Vargas, que continuaram vigentes mesmo após o fim do Estado Novo, em 1945. Mas é durante os anos 1960 que a luta sindical atinge seu ápice, com imensas manifestações grevistas e a realização do III Congresso Sindical Nacional, quando foi criado o Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). No campo, as lutas também se intensificaram com a criação das ligas camponesas, onde aos poucos cresciam os sindicatos rurais.

Mas o crescimento do movimento sindical é interrompido com o golpe militar em 1964, quando o movimento dos trabalhadores volta a ser perseguido e a existir sob total controle do Estado. Após isso, o sindicalismo volta a ganhar forças somente no fim dos anos 1970, quando retomam as greves em diversas fábricas no estado de São Paulo.

A motivação das greves foi o movimento pela reposição dos 31%: o governo até então vinha mascarando os índices de inflação, o que gerou grandes perdas salariais. A manobra foi denunciada pelo Banco Mundial em 1977, o que despertou a revolta nos trabalhadores.

A jornada de luta nos anos 1970 inseriu o movimento operário no cenário político, econômico e social brasileiro, levando a criação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT), que passaram a organizar diversas greves gerais nos anos 1980 e desempenharam importante papel em movimentos políticos como as Diretas Já

Lula numa concentração sindical nos anos 70



OS SINDICATOS BRASILEIROS APÓS A REDEMOCRATIZAÇÃO
A Constituição Federal de 1988, criada no período da redemocratização, trouxe mais liberdade ao movimento sindical, retirando regras como a necessidade de autorização do Ministério do Trabalho para funcionamento de um sindicato e possibilitando a sindicalização dos servidores públicos.

Contudo, muitas das heranças do período varguista continuaram a aparecer, como o imposto obrigatório e a unicidade sindical. Essas estruturas continuam em debate até hoje, já que muitos questionam se elas beneficiam os trabalhadores e se haveria necessidade de uma reforma sindical. Hoje, existem mais de 17 mil sindicatos no país, e o ritmo de criação de novos sindicatos é forte. Entre 2005 e 2013, surgiram mais de 2 mil deles, segundo o jornal O Globo. A grande quantidade leva a críticas sobre o sindicalismo brasileiro hoje, pois boa parte dos sindicatos seria, na visão de críticos, não representativa – ou pior, apenas mais uma forma de receber dinheiro público.

Fique ligado porque em breve lançaremos um post que explica como funcionam os sindicatos no Brasil hoje!

Referências

eGov/UFSC: Sindicatos no BrasilSintet/UFU: sindicalismoSintet/UFU: história dos sindicatosAntônio Carlos Dias (Arcos): a história das organizações sindicaisPortal Câmara: história dos sindicatos no Brasil
Publicado em 26 de abril de 2017.” 

Lula engabelando os trouxas


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Pudemos ver que a Constituição, dita Cidadã, de 1988, favoreceu e muito os sindicatos a chegarem até onde chegaram e se tornaram templos do crime e do enriquecimento ilícito dos dirigentes dessas verdadeiras quadrilhas, como sabemos hoje.

Durante o Regime Militar, os sindicatos sofreram um freio em sua ganância desmedida, mas depois de 1985, com o advento da “democracia” esses quadrilheiros se tornaram senhores absolutos do Brasil.

À frente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Luiz Inácio da Silva, vulgo Lula, começou sua carreira de corrupção e crimes, até se tornar presidente da república. Esse pelego que, à época do Regime Militar foi um colaborador disciplinado do delegado do DOPS, Romeu Tuma, traiu seus companheiros entregando as atividades deles aos serviços de informações do estado. Esses relatos estão no texto do livro do delegado federal e ex-secretário-geral do Ministério da Justiça, no governo Lula, Romeu Tuma Júnior, “Assassinatos de Reputações,”

Os sindicatos no Brasil, na época do PT no governo federal, transformaram-se em verdadeiros monstros devoradores de verbas públicas, distribuídas a roldão por Lula e seus cúmplices. Existem dirigentes sindicais amigos de Lula que vivem como marajás, como é o caso de Jair Meneguelli, e que é descrito assim no Blog do Ney Lopes:


“Jair Meneguelli, ex presidente da CUT e “petistas” têm mordomias e salários milionários no SESI

Jair Meneguelli, o marajá do SESI



· 1 comentário

José Oitavo Borges

Não há explicação moral que possa justificar o que acontece no Sesi (Serviço Social da Indústria), caracterizando as chamadas as distorções do sistema.

Faz sucesso permanente na internet o resumo de uma reportagem publicada pela revista Época sobre a política trabalhista e o padrão salarial do Sesi, que se transformou numa sucursal do PT, para dar invejáveis empregos (não é preciso trabalhar) a amigos e parentes dos detentores do poder, a começar por uma nora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Detalhe: os salários são mencionados em valores de 2014 e já tiveram dois reajustes.

VOCÊ SABE QUEM É MARLENE ARAÚJO?

Não, né? Marlene Araújo vem a ser “relações institucionais” do Sesi em São Bernardo do Campo. Trabalha (?) pouco, raramente aparece por lá e ganha R$ 13.500,00 mensais.

Foi nomeada com o nome de solteira. Seu nome de casada é Marlene Araújo Lula da Silva.

Casada com Sandro Luís Lula da Silva, filho de Lula.

Márcia Regina Cunha, mulher do deputado cassado João Paulo Cunha (condenado no Mensalão) é ‘gerente de marketing’ do Sesi desde 2003, salário de R$ 22.000,00.

É lotada em Brasília, mas mora em São Paulo.

Rogério Aurélio Pimentel, assessor de Lula no sítio de Atibaia, também tem cargo no Sesi, onde ganha R$ 10.000,00 desde 2011.

O advogado Douglas Martins de Souza é consultor jurídico do Sesi em Brasília, R$ 36.000,00 mensais.

Filiado ao PT desde 2000, foi secretário adjunto da Secretaria de Igualdade Racial no governo Lula.

Osvaldo Bargas, vice de Jair Meneghelli na CUT, recebe salário de R$ 33.000,00.

E a sindicalista Sandra Cabral, amiga de Delúbio Soares, ganha R$ 36.000,00 mensais.

Jair Meneghelli, ex-presidente da CUT, é presidente do Sesi, salário de R$ 60.000,00 mensais, mais vantagens e benefícios, inclusive apartamento de graça.

Desloca-se em Brasília num Ford Fusion preto 2016 e em São Paulo num Toyota Corolla 2016.”

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Esse é apenas um dos milhares de exemplos que encontraremos na história asquerosa dos mais de 19 mil sindicatos existentes no Brasil petista. Na Argentina existem pouco mais de cem (100) sindicatos. Aqui na terra de Macunaíma, existem mais de dezenove mil (19000) sindicatos. Esses monstros vivem a devorar do salário do trabalhador brasileiro, 2%, sob forma de “contribuição sindical”, quando na verdade não passa de uma imposição dos quadrilheiros sindicais. Hoje, desesperados, tentam reverter a decisão do Congresso Nacional, que acabou com essa farra criminosa contra os trabalhadores do Brasil.

Esse é o único motivo dessa “greve geral”, que de geral não teve absolutamente nada! Está sendo um retumbante fracasso nacional!

 A GRANDE MENTIRA








segunda-feira, 17 de abril de 2017

A MINHA CATÁLISE ROMÂNTICA (poema)








(https://youtu.be/wVSPUZR5NxE) "Pequena Serenata Noturna"- W. A. Mozart

Idealizei pra mim um mundo cheio de belas nuances, de variados conceitos, de complexas combinações e caminhos de encantamentos mil.
Tramei situações de contos de fada, com alguns toques de fantasia implícitos... mas, faltava algo...
A tua vinda trouxe alegria à minha composição lúdica, luz ao meus poemas e nexo aos meus propósitos romànticos.
A tua chegada coloriu meus dias, amainou a escuridão de minhas noites e proporcionou-me um sono tranquilizador nas minhas mornas madrugadas.
Com tua vinda meus sonhos tornaram-se mais suaves, mais completos e muito mais reais.
Como uma nova estrela, surgiste no meu firmamento dando uma especial luminescência ao universo que compus para mim.
Ou como uma grande tela pintada com amor e utilizando tinta extraída do meu coração, minha obra final retrata a tua chegada como uma nova tonalidade entre tantos matizes da minha paleta mágica.
Escolhi com parcimônia as tonalidades para finalizar a minha tela, de modo a não ferir a estética.
Espargi as cores harmonizando todo o complexo por mim idealizado.
Fazendo assim, tornei-a mais bela e muito mais artística.
Como a minha tela imaginária, minha vida agora é muito mais deliciosa de viver porque, como um novo matiz, vieste dar mais brilho ao contexto geral...
És, ao mesmo tempo, a tonalidade principal e o meu verniz protetor.
A minha obra está completa com a tua linda e terna chegada na primavera da minha existência!
AVE! GRATIDÃO!


sábado, 15 de abril de 2017

TEUS OLHOS: DOIS TESOUROS (147/17) (poema)






(https://youtu.be/bE4P6TKgQD0) "Always on My Mind" - Elvis
Se eu pudesse ficaria o resto dos meus dias apreciando os teus olhos!
Eles são como duas estrelas de primeira grandeza que iluminam o firmamento da minha vida.
E te diria sempre: tens os olhos mais lindos do mundo!
É um privilégio ser observado por essas duas preciosidades.
Eles são a janela da tua alma terna e linda!
São eles que te dão a grandiosidade que tens.
Teus olhos demonstram a bondade que habita em teu ser e dizem de ti muito mais do que um milhão de palavras.
Os teus olhinhos valem mais do que mil tesouros, pois sem eles jamais me verias e nem farias de mim o teu amor.
Os teus olhos falam com amor o que tua alma sente.
Me transmitem toda a doçura que tens no teu coração que já me pertence.
Teus olhos representam a tua personalidade calma e doce, o teu caráter pétreo e adorado por mim.
São em teus olhos que deposito o amor que nutro por ti, posto que eles são o cofre da tua alma.
Eles são teus dois tesouros!


sábado, 8 de abril de 2017

ODE AO TEU AMOR (139/17) (Poesia)






(https://youtu.be/cwGBd0IZGxY) "Hino ao Amor" - Altemar Dutra



Lourinaldo Telles Bezerra

Em cada beijo um encanto
Em cada canto eu te vejo
E eu me derramo em pranto
Se não recebo o teu beijo

Da mágoa resta a saudade
Da saudade um desencanto
Se tudo fosse verdade
Eu não sofreria tanto

Um amor que me faz chorar
Não é uma coisa boa
É melhor sozinho ficar
Do que viver sofrendo à toa

Pra tudo tem um remédio
Ou nada se remedia
Se um amor virou tédio
Um novo amor se inicia

A mágoa se desfaz
Jogando-a nas águas de um rio
Pois essas não voltam mais
E do sofrimento me alforrio

Bom mesmo é ter um amor
Que me dê felicidade
Pois amar sentindo dor
Não é amor, é maldade

Por isso cultivo o amor
Que tu me deste um dia
E canto em teu louvor
O peito cheio de alegria

O amor que vem de ti
Enaltece e me acalma
Mesmo não estando aqui
Ele perfuma minh'alma

Eu sinto a tua presença
Em cada momento ou lugar
A minha saudade é imensa
Mas nada me faz te olvidar

Se canto em tua homenagem
O faço com todo ardor
Em minha mente a tua imagem
Resplandece de tanto amor

Pra dizer o quanto te amo
Palavras eu não teria
Por isso aos ceus eu clamo
Que me dê sabedoria

As palavras que eu conheço
São muito simples, eu sei
Mesmo assim eu te enalteço
Com os versos que criei

O nosso amor é tão lindo...
É um canteiro de flores
A ele eu louvo e brindo
És o amor dos meus amores!

sábado, 11 de março de 2017

ODE Á MULHER (Poema)

 (109/17) Salve o dia 8 de março de 2017!




(https://youtu.be/MvGP9Bf5_GY)  "SHE" - Charles Aznavour



Mulher!
A mais esplêndida concepção Divina!
Tu encarnas a maternidade.
És aquela que dás a luz aos homens e enfeitas de ternura e paz a Terra!
Com a tua presença os nossos dias são mais felizes e temos sempre a esperança de um amanhã mais festivo.
Como flores num jardim, tu semeias de lidezas os quatro cantos do planeta dando-lhe mais beleza e amor.
Sem ti, nada seria e nem existiria, pois tens o dom da realização e da harmonia entre os povos.
Num lapso de imensa inspiração, já o disse aqui, Deus te concebeu como sua criação mais perfeita.
Expressas teu charme e distribues tua beleza através do bem que fazes à humanidade inteira.
O desvario dos ímpios e devassos tenta arrebatar de ti o lugar sagrado que Deus te deu entre os humanos.
Mas, nenhum desvio comportamental conseguirá macular tua singeleza e soberba existência, posto que és uma criação celestial e nada poderá modificar isso, nada!
Afinal, és a Mulher, aquela que veio para semear sobre a Terra seus descendentes e esse dom divino ninguém modificará!
Gratidão eterna por tu existires e me seres tão benéfica, criatura maravilhosa!

A EXTORSÃO VIA IMPOSTOS E TAXAS COMO ARMA PARA ESCRAVIZAR O POVO BRASILEIRO








"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual das riquezas; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."

Sir Winston Churchill


L. Telles Bezerra

Um brasileiro que foi embora daqui para os Estados Unidos da América, Tio Sam, disponibilizou vários vídeos no You Tube, onde mostra como somos imbecis e ainda somos gratos aos que nos escravizam descaradamente. Pois bem, esse brasileiro chegou na terra dos Apaches e Sioux, com um punhado de dólares, lutou duro e conseguiu vencer. Hoje, reside numa mansão num dos melhores bairros de Miami e anda de Masseratti e sua esposa numa Mercedes. Paga de renovação de licença do seu carrão (“IPVA” ), a bagatela de US$ 95,00 anualmente. Se ele optar por dois anos de licenciamento pagará o dobro. Essa taxa de licenciamento é válida para qualquer tipo de veículo, não importando o ano de fabricação ou modelo. É o mesmo valor para um Ford 1929 ou um Rolls-Royce Phantom 2017. Esse imposto cobre as benfeitorias que a prefeitura faz nas rodovias e ruas da cidade onde o dono do carro mora. O dinheiro é empregado no asfaltamento, sinalização e todos os tipos de apoios e benfeitorias a que os motoristas tem direito por lei.
Para os que não sabem, os EUA são aquele país que todos os esquerdopatas brasileiros condenam por tudo, mas quando querem farrear e jogar nos cassinos de Las Vegas, nada do que pregam vale.

(https://youtu.be/hmH0QlSa7KM) Impostos no Brasil. A verdade.


(https://youtu.be/rlPPzIyandQ) Preço do licenciamento de um carro nos Estados Unidos.

Esses esquerdopatas desgraçados tomaram o poder dos militares em 1985 e de lá pra cá só fizeram aumentar os impostos e taxas e nada nos oferecem em troca. O tráfico de drogas e a violência nas ruas e dentro dos lares do povo brasileiro multiplicou-se. Além disso, roubam tudo para si. O que eles nos dão em “benefícios” são buracos, irregularidades de todos os tipos nos leitos carroçáveis das ruas e rodovias. Como se não bastassem o extorsivo IPVA que pagamos, mais o licenciamento anual acompanhado do DPVAT, ainda nos cobram pedágio para transitarmos nas rodovias estaduais e federais. Mas, não param por aí as extorsões dos esquerdopatas escravagistas. Temos ainda o mais injusto dos impostos que nos são cobrados a uma taxa de 10% sobre o litro dos combustíveis, a famosa CIDE – Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Além dessa “contribuição” ainda temos uma penca de outros impostos sobre os combustíveis agregados á ela, que em sua soma final ficará em 52% sobre o valor de cada litro de gasolina ou Diesel. No Brasil não se cobram impostos, praticam-se extorsão desavergonhada e imoral.

No século XVIII explodiu a revolta que se denominou Inconfidência Mineira, por causa da cobrança por parte da Coroa portuguesa de 1/5 sobre o total do ouro aqui encontrado. Morreram valentes homens que se rebelaram contra os portugueses. Hoje, os bandidos que nos exploram arrancam de nós mais de dois quintos do que produzimos e ficamos calados feito cordeirinhos. Somos um povo inerme e sem vergonha. Não temos sequer vontade de nos indignarmos. Eu, por mim, sempre estive pronto para iniciar uma revolta que levasse à decapitação de todos os corruptos que nos roubaram de 1985 até hoje. No dia em que alguns desses patifes forem executados por uma turba enfurecida, as coisas passarão a ser diferentes no Brasil! Precisamos apenas de uns bons exemplos, daí em diante tudo será diverso do que é hoje.

(https://youtu.be/cv1oWrHrxTI) Preço de carros usados nos EUA e no Brasil.


Muitas pessoas se espantam com o meu “radicalismo”... Ora, radicalismo uma conversa! O que não consigo mais é ter paciência diante de tanta falta de vergonha de quem deveria dar o bom exemplo.

O que se espera de um presidente da república? O que se espera dos ministros da suprema corte? O que se espera de congressistas que foram eleitos para legislar para o bem estar do povo? E em retribuição aos votos recebidos, o que esses sabujos nos devolvem? Então, eu sou radical quando sugiro que já passou da hora de lincharmos alguns Lulas e outros tantos Renans? Onde iremos parar com tanta safadeza impune? Aqui, político não paga por seus crimes e ainda sai com uma aposentadoria integral. Juiz bandido não perde seu cargo e nem vai pra cadeia, se aposenta com seu salário altíssimo. Esse tipo de patifaria precisa ter um fim urgente! Não sou eu que estou exigindo, é a dignidade da maioria do povo consciente desse País quem clama! Se ficarmos calados, parados e acovardados com medo de morrermos, não mereceremos o direito à vida! É preciso tomarmos uma decisão antes que seja tarde e os petistas voltem. Eles está ávidos por retornarem e roubar mais ainda. Fernando Henrique ajudará de bom grado!

A nossa "justiça" é uma aberração se a compararmos com a de outro países. Lá a justiça manda criminosos para a cadeia com o intuito de puni-los por seus crimes; aqui, a justiça cumpre um papel destorcido de acordo com a visão hipócrita dos esquerdopatas dominantes e, os crminosos, ao invéz de serem punidos, são beneficiados com todos os tipos de benesses. Por último os 11 criminosos do Supremo Tribunal Federal resolveram por unanimidade indenizarem todos os bandidos presos em R$ 2.400,00 por estarem sendo maltratados. Não preciso dizer mais nada sobre essa mentalidade aleijada e sem comparação com nenhuma nação do mundo.

(https://youtu.be/-7wZGuSnAYs) Comparando a justiça brasileira com a dos Estados Unidos da América.



quinta-feira, 9 de março de 2017

A MINHA PRECE DE AMOR

 (Poema, 112/17)
(https://youtu.be/k1yxdM4fUZ8) "Ária na Corda de Sol" J. S. Bach



Em seus últimos suspiros o dia pediu-me que tocasse uma música suave para que seu sono fosse também suave e pudesse trocar de lugar com a noite sem sofrimentos.
Empunhei meu violino e de suas quatro cordas brotou a maravilhosa "Ária na Corda de Sol" de Bach.
O dia, quase dormindo, ouviu aquela delicadeza sonora e embarcou num sono que durará até o seu novo raiar.
Chegou a noite e me pediu para continuar a deliciosa composição do mestre de Eisenach, sem interrupção.
O tangenciar do arco com as cordas do violino encheu de magia o anoitecer e cobriu com ternura aqueles momentos breves com muito amor.
Do veterano campanário barroco soou o badalar do sino ancião anunciando a oração das 18 horas na velha capelinha.
Ajoelhei-me e, com solenidade, fiz uma breve oração aos ceus para que a tua noite se encha de bênçãos e o teu dia seja uma dádiva celeste, coroando a tua vida de realizações plenas de sucesso e que a felicidade se faça em sua totalidade.
A breve ária termina e com ela a minha prece para ti.
Mas, não termina nunca o amor que sinto nesse velho peito por aquela que surgiu em minha vida para me fazer um homem realizado.
Tu és a minha sinfonia perpétua! A minha prece de amor!